À medida eme que as operações das empresa se concretizam, um volume considerável de informações circulam diariamente. Se os processos produtivos apresentam baixa eficiência, a gestão fica comprometida. Para a mensuração dos dados coletados existem os indicadores de desempenho.
São um conjunto de medidas responsável por avaliar a performance das operações de uma empresa ao longo do tempo. Geram histórico e são utilizadas para determinar o progresso e alcance de objetivos estratégicos.
O indicador tem a função de apurar os resultados de uma empresa ao longo do tempo. Com isso, esse processo gera um histórico que pode ser comparado com as metas e consequentemente apurado o desvio e o nível de performance.
E quais características de um bom indicador?
Dificilmente podemos identificar todas as características relevantes num mesmo indicador. Masm normalmente o indicador possui a maioria das 15 características de um bom indicador:
#01 – Pertinência dos Indicadores para a Gestão
Se o resultado que o indicador apresenta não é desejado ou útil para o seu usuário, então estamos diante de uma informação sem valor acrescentado. Rapidamente, o gestor irá deixar de olhar para um relatório que apresenta este tipo de informação.
#02 – Credibilidade do Resultado
Quando os dados que alimentam o algoritmo são de origem duvidosa, quer porque existe a suspeita de falseamento ou porque é comum encontrar bugs nos seus dados, todas as conclusões que se possam retirar da análise dos indicadores ficam imediatamente comprometidas.
#03 – Esforço Aceitável para Apuramento do Resultado
É muito importante que o binômio valor da informação para a gestão versus esforço para calcular o resultado seja aceitável. Não podemos ter situações em que o custo de obtenção da informação é superior ao próprio valor da informação.
#04 – Simplicidade de Interpretação
É importante que os destinatários compreendam aquilo que os indicadores se propõem a medir. A correta e rápida interpretação dos resultados é fundamental para a tomada de decisão.
#05 – Simplicidade do Algoritmo de Cálculo
Quanto mais simples for o algoritmo do indicador, mais rápido e seguro será o processo de apuramento do resultado.
#06 – Fonte de Dados dentro de Casa
Importa que os dados que alimentam o algoritmo estejam em suportes ou bases de dados de acesso fácil. É sempre mais complicado o acesso aos dados, se a sua localização for no exterior da unidade orgânica ou da organização.
#07 – Cálculo Automático
A possibilidade de ter os indicadores a serem alimentados automaticamente, evitando a intervenção humana, credibiliza e torna mais ágil o processo de monitorização.
#08 – Possibilidade de Auditar as Fontes de Dados com Eficácia
A possibilidade de os dados poderem ser auditados e poderem ser identificados erros faz com que os responsáveis pela sua introdução sema mais cautelosos no seu tratamento.
#09 – Alinhado com a Frequência de Monitorização
Os indicadores devem ser capazes de apresentar os seus resultados com frequência igual ou superior à necessária para monitorização estabelecida na empresa. Por exemplo, se a monitorização é feita mensalmente, o indicador deve ser capaz de apresentar o seu resultado enquadrado neste período.
#10 – Possibilidade de Calcular em Momentos Extraordinários
Por vezes, é necessário uma monitorização extraordinária. Importa que nos indicadores mais críticos seja possível calcular adequadamente o resultado do indicador, de forma a apresentar à gestão.
#11 – Protegido de Efeitos Externos
É necessário identificar e compreender os efeitos externos que podem alterar/esconder a verdadeira dimensão do desempenho interno da empresa.
#12 – Não Gera Efeitos Perversos
É importante que os indicadores estejam protegidos de forma a não gerar efeitos perversos. Por exemplo, importa verificar se a utilização de um determinado indicador não provoca na empresa efeito negativo na eficácia, eficiência ou qualidade, na área em que se está a medir ou em outras áreas da organização. Um dos exemplos mais conhecidos e também mais simples é, quando se pretende medir quantidade, a qualidade pode sair prejudicada devido à possível atenção excessiva que se está a dar à quantidade.
#13 – Possibilidade de Benchmarking
A comparação de desempenhos entre atividades, projetos, unidades de negócio, organizações, etc, é sempre útil. Para além de induzir competição, promove substancialmente a melhoria contínua.
#14 – Atualizado
Os indicadores devem ser rapidamente substituídos por outros, quando deixam de ser interessantes ou quando surgem novas prioridades, atividades ou projetos na empresa.
#15 – Possibilidade de Ter uma Meta
A existência de uma é uma referência preciosa para que se possa perceber a distância que as realizações estão dos valores ideais. A meta assume um papel orientador, mas também responsabilizador, com capacidade de premiar através da distinção dos desempenhos excelentes.
Essas são as 15 características de um bom indicador…