As 15 Características de um bom Indicador


Home    Blog    Gestão   As 15 Características de um bom Indicador

À medida eme que as operações das empresa se concretizam, um volume considerável de informações circulam diariamente. Se os processos produtivos apresentam baixa eficiência, a gestão fica comprometida. Para a mensuração dos dados coletados existem os indicadores de desempenho. 

O que são indicadores de desempenho?

São um conjunto de medidas responsável por avaliar a performance das operações de uma empresa ao longo do tempo. Geram histórico e são utilizadas para determinar o progresso e alcance de objetivos estratégicos.

Qual a função do indicador de desempenho?

O indicador tem a função de apurar os resultados de uma empresa ao longo do tempo. Com isso, esse processo gera um histórico que pode ser comparado com as metas e consequentemente apurado o desvio e o nível de performance.

E quais características de um bom indicador?

Dificilmente podemos identificar todas as características relevantes num mesmo indicador. Masm normalmente o indicador possui a maioria das 15 características de um bom indicador:

  1. Pertinência dos indicadores para a gestão;
  2. Credibilidade do resultado;
  3. Esforço aceitável para o apuramento do resultado;
  4. Simplicidade de interpretação;
  5. Simplicidade do algoritmo de cálculo;
  6. Fonte de dados de casa;
  7. Cálculo automático;
  8. Possibilidade de auditar as fontes de dados com eficiência;
  9. Alinhado com a frequência de monitorização;
  10. Possibilidade de calcular em momentos extraordinários;
  11. Protegido de efeitos externos;
  12. Não gera defeitos externos;
  13. Possibilidade de benchmarking;
  14. Atualizado;
  15. Possibilidade de ter uma meta.

#01 – Pertinência dos Indicadores para a Gestão

Se o resultado que o indicador apresenta não é desejado ou útil para o seu usuário, então estamos diante de uma informação sem valor acrescentado. Rapidamente, o gestor irá deixar de olhar para um relatório que apresenta este tipo de informação.

#02 – Credibilidade do Resultado

Quando os dados que alimentam o algoritmo são de origem duvidosa, quer porque existe a suspeita de falseamento ou porque é comum encontrar bugs nos seus dados, todas as conclusões que se possam retirar da análise dos indicadores ficam imediatamente comprometidas.

#03 – Esforço Aceitável para Apuramento do Resultado

É muito importante que o binômio valor da informação para a gestão versus esforço para calcular o resultado seja aceitável. Não podemos ter situações em que o custo de obtenção da informação é superior ao próprio valor da informação.

#04 – Simplicidade de Interpretação

É importante que os destinatários compreendam aquilo que os indicadores se propõem a medir. A correta e rápida interpretação dos resultados é fundamental para a tomada de decisão.

#05 – Simplicidade do Algoritmo de Cálculo

Quanto mais simples for o algoritmo do indicador, mais rápido e seguro será o processo de apuramento do resultado.

#06 – Fonte de Dados dentro de Casa

Importa que os dados que alimentam o algoritmo estejam em suportes ou bases de dados de acesso fácil. É sempre mais complicado o acesso aos dados, se a sua localização for no exterior da unidade orgânica ou da organização.

#07 – Cálculo Automático

A possibilidade de ter os indicadores a serem alimentados automaticamente, evitando a intervenção humana, credibiliza e torna mais ágil o processo de monitorização.

#08 – Possibilidade de Auditar as Fontes de Dados com Eficácia

A possibilidade de os dados poderem ser auditados e poderem ser identificados erros faz com que os responsáveis pela sua introdução sema mais cautelosos no seu tratamento.

#09 – Alinhado com a Frequência de Monitorização

Os indicadores devem ser capazes de apresentar os seus resultados com frequência igual ou superior à necessária para monitorização estabelecida na empresa. Por exemplo, se a monitorização é feita mensalmente, o indicador deve ser capaz de apresentar o seu resultado enquadrado neste período.

#10 – Possibilidade de Calcular em Momentos Extraordinários

Por vezes, é necessário uma monitorização extraordinária. Importa que nos indicadores mais críticos seja possível calcular adequadamente o resultado do indicador, de forma a apresentar à gestão.

#11 – Protegido de Efeitos Externos

É necessário identificar e compreender os efeitos externos que podem alterar/esconder a verdadeira dimensão do desempenho interno da empresa.

#12 – Não Gera Efeitos Perversos

É importante que os indicadores estejam protegidos de forma a não gerar efeitos perversos. Por exemplo, importa verificar se a utilização de um determinado indicador não provoca na empresa efeito negativo na eficácia, eficiência ou qualidade, na área em que se está a medir ou em outras áreas da organização. Um dos exemplos mais conhecidos e também mais simples é, quando se pretende medir quantidade, a qualidade pode sair prejudicada devido à possível atenção excessiva que se está a dar à quantidade.

#13 – Possibilidade de Benchmarking

A comparação de desempenhos entre atividades, projetos, unidades de negócio, organizações, etc, é sempre útil. Para além de induzir competição, promove substancialmente a melhoria contínua.

#14 – Atualizado

Os indicadores devem ser rapidamente substituídos por outros, quando deixam de ser interessantes ou quando surgem novas prioridades, atividades ou projetos na empresa.

#15 – Possibilidade de Ter uma Meta

A existência de uma é uma referência preciosa para que se possa perceber a distância que as realizações estão dos valores ideais. A meta assume um papel orientador, mas também responsabilizador, com capacidade de premiar através da distinção dos desempenhos excelentes.

Essas são as 15 características de um bom indicador…



Visualizações: 487 | Publicado em: 08/07/2022 18:31:00